Ainda sobre o Le Postiche

 Um update bem atrasado do gato que mora comigo (ou será que sou eu que moro com ele?).

 


Como dá para ver bem nas fotos, ele ganhou a barriga mais fofa do mundo, que às vezes uso como travesseiro, mas muitas vezes acaba virando meu aquecedor de pés particular.

Parando para refletir, porque é dezembro e porque faz tempo que não escrevo, a vida com o Pische (apelido carinhoso que pegou aqui em casa) é muito melhor do que eu imaginava que seria. Não sabia como seria quando comecei a domesticá-lo, tinha muito medo de ele acabar voltando para as ruas, medo de ele não se adaptar ao convívio familiar, as pessoas e a rotina.

Pensei que talvez forçá-lo a domesticação não seria a coisa certa a fazer, e depois de dois anos venho dizer que o Le Postiche nasceu para ser um gatinho de dentro de casa.

Ele se acostumou a tudo tão bem que sinto como se ele sempre estivesse estado presente aqui em casa, e eu acho que ele é bem feliz me deixando morar com ele.

Minha rotina é bastante cansativa. Trabalho em uma cidade vizinha e passo pouco mais de uma hora no trânsito toda manhã e novamente todo fim do dia. São quase três horas perdidas na rua. Acordo às 5hs da manhã e só chego em casa ao anoitecer e nos últimos quase dois anos vivendo essa rotina, chegar em casa e ser recebida por esse pequeno ser vivo que passa o dia rolando pela minha cama, brincando com ratos de brinquedo e comendo o sabor de sachê que estava na promoção na última semana, é quase a única coisa que me faz querer continuar existindo.

Pode soar um pouco depressivo, e talvez seja devido a minha personalidade introvertida e melancólica, mas é um motivo para sorrir. Chegar em casa e escutar o miado feliz e o barulho da boquinha dele devorando mais um sachê é o que dá razão a minha rotina corrida e aquece meu coração.


Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Leitura: Angels Before Man - Rafael Nicolás

Sobre voltar para o blog.